Respeite a minha maternidade.

Já está mais do que enfatizado o quanto ser mãe é maravilhoso, né? As delícias e dores do dia a dia são lembradas, estudadas e escritas por muita gente. Mas poucas mães tem a coragem de abrir o coração, estufar o peito, se orgulhar da sua maternidade e dizer: Da pra me deixar ser mãe em paz? Já não bastasse as culpas de sempre que sentimos por qualquer coisa banal, hoje em dia ser mãe virou a coisa mais difícil desse planeta; não pelo trabalho todo que da criar um filho, mas pelos pitacos de quem não sabe nada de coisa nenhuma. Vou desenrolar esse nó:

Se você da um chocolate pro seu filho, está prejudicando a alimentação com besteiras; se não dá, é muito rude. Se você fala alto com seu filho depois de alguma arte dele, é uma mãe descontrolada que não sabe conversar; se não fala é porque não sabe educar e essa criança não vai ter limites nunca. Se você deixa seu filho dormir a noite na sua cama, é uma mãe que não pensa na segurança e individualidade da criança; se não deixa, está perdendo os melhores momentos da vida. Se você deixa seu filho ir de fantasia no mercado, é porque não da limites pra criança; se não deixa, é muito controladora e coitado, ele é só uma criança!

Gente, educar um filho hoje em dia está mais do que impossível! Esses olhos sempre em cima e esses julgamentos imperfeitos estão criando uma geração de mães extremamente inseguras que sempre pensam no que outros vão pensar dela como mãe, e não mais se aquela atitude está sendo coerente com a educação. Estão criando regras onde não existe, estão impondo limites onde nem sempre precisa e estão nos julgando sem nem saber nosso sobrenome. O único espaço que está em branco na nossa vida é o respeito. Custa olhar sem cara feia, falar sem maldade e passar a julgar somente os casos de homicídio que aparecem na TV?

As minhas filhas comeram um pedaço de chocolate antes dos 2 anos, já tomaram banho de chuva, andam descalças no barro, às vezes dormem comigo na cama, comem com as mãos quando querem em casa, pulam na cama até cansarem, brincam no iPad por mais de 1 hora e quando eu estou atrasada comem no sofá. Depois desses grandes absurdos, será que eu represento algum risco de vida pra elas? Mamães, curtam a sua maternidade, busquem sempre a melhor forma que cabe na sua realidade para educar e viver, e repita quantas vezes por dia precisar: “eu não vou dar bola, ela não me conhece pra me julgar”. Por que a gente sabe né, que educar os filhos dos outros, é sempre mais fácil. blog vittamina blog sobre maternidade texto sobre maternidade blogueira mãe suh riediger filhas vitta e martina irmãs vestido carinhoso conjunto carinhoso portal posthaus

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12 pensamentos sobre “Respeite a minha maternidade.

  1. Nooossa!! A melhor coisa do mundo é ver nossos filhos felizes. Também não aguento ver os outros me julgando. Graças a deus minha família na verdade é bem o contrário, dão mais porcaria que eu para ela. Tenho que as vezes até controlar para não da uma dorzinha de barriga. Mas faço das suas as minhas palavras, melhor descrição não poderia existir.

  2. Infelizmente, não há subversão para a criação. Tu citou justamente os grandes pegados de séries de problemas de desenvolvimento, sociabilização e emocional para o futuro de seus filhos.
    Parece que ser mãe é função exclusiva da mulher e esqueçem que os “indivíduos” tem que ser filhos. Neste sentido, quem disse que tem que fazer só o que é bom pra mãe e pros filhos.
    Se está se sentido oprimida por o que é o certo para os filhos é pq não o fizeram contigo tb, busque uma terapia que ajuda ou dívida com seu marido as “obrigações” da criação.

  3. Nossa ! Um texto lindo e muito bem delineado. Bem sei as ótimas referencias educacionais que você e Lulu receberam…, é por isso que seus preciosos filhos são esses primores…, mas que há grandes falhas comportamentais em determinadas crianças por falta de consciência etc ., de seus pais , é inegável !!! Desculpe-me a observação…,
    Bjs., querida e tudo de bom a essa tão exemplar família,

  4. Sem palavras para o texto… É exatamente isso, nem sei como dizer o qt as pessoas se metem sem ninguém ter pedido opinião… Ou te tratam como “mera parideira”, aquela q so serviu p colocar no mundo, pq de resto os outro q “mandam” o q fazer… Textos assim, muitos mais do q “confortante” para as mães que se encontram neles, deveriam servir de toque e carga de bom senso para as pessoas que se acham no direito de meter o bedelho com o que fazemos sobre nossos filhos…
    Parabéns pelas palavras!
    Um Beijo!

    poracasoemcasa.blogspot.com.br

  5. Um especialista não dá uma opinião sem antes pesquisar muito bem o paciente, e se cercar que o passado e o presente são conhecidos para depois concluir um diagnóstico, afinal a ética não permite que seja leviano.

    Porém no nosso dia a dia estamos cercados de pseudos psicólogos e bem intencionados de plantão que metralham todo tipo opinião e logo emendam com uma solução estúpida.

    Encarar um “conselho” de uma pessoa com dignidade eh o mínimo que se deve fazer.

    Mesmo que lhe conheça a alguns meses e queira filosofar sobre seu filho adolescente, pessoas com o mínimo de convívio familiar falando com tal propriedade como se participassem do seu dia a dia, mesmo sabendo que não lhe diz respeito, lançam suas opniões, impressões etc e tal.

    Lidar com isso trabalha nosso lado altruísta! Sem questionar a superficialidade das opiniões e o embasamento pessoal, agradeça!

    Aprenda a ser diferente!

    A não julgar o relacionamento alheio, a entender que quem está fora nunca saberá precisamente o que se passa entre duas pessoas, que um relacionamento entre pais e filhos, marido e mulher, irmãos, não pode ser medida por estranhos, que “achar” não eh legal! Se mesmo quando alguém que estava vivendo cada momento junto da família, participando ativamente e vendo todas as suas batalhas, todas as abdicações, todo amor envolvido emite uma opinião ou toma partido numa discussão já se arrisca a ser inconveniente imagina então alguém que nem sabe de Nada!?

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