Pai é PAI e não ajudante da mãe!

Meninas, ontem a Anne Fonseca (uma fofa que eu tenho no FB) compartilhou esse texto do Içami Tiba que é simplesmente TUDO o que os papais precisam saber sobre sua posição de pai. Mamães, compartilhem com seus maridinhos, as palavras são perfeitas!

“Paternidade é uma função própria do pai, com direitos e obrigações familiares importantes. Pai não é coadjuvante da mãe, é seu complementar.

A mãe costuma pedir ajuda ao pai: Ajude aqui, por favor, fique um pouco com as crianças! Ele acha que está apenas ajudando a mãe e não se sente fazendo a sua parte. Muitos pais nada fazem enquanto suas mulheres não pedem. Para os filhos não interessa se é a mãe que está muito ativa ou se o pai é muito passivo. O que eles precisam é de pai e de mãe. Neste ponto, alguns pais reclamam que suas mulheres os tratam como se fossem filhos.

Paternidade é a atitude de estar pronto a atender seus filhos, sem esperar que a mãe peça.

Um pai acomodado, além de não ser um bom exemplo na família, estimula o filho a explorar a mãe. Numa família assim pode se estabelecer uma confusão entre pai acomodado/pai bonzinho e mãe ativa/mãe rabugenta – quando na realidade o pai é negligente e a mãe ativa é obrigada a cobrar as obrigações de todos.

Fica muito clara esta situação quando uma mãe reclama que ela é a “pãe” da família. Ela tenta preencher também as funções de pai, o que é quase impossível.

Há muitos homens, no entanto, que já assumem bem mais seu papel. Muito longe de querer substituir a mãe, eles querem tomar parte na educação do filho. Reparei em um passageiro que, em pleno voo, trocava as fraldas de seu bebê, que deveria ter um ano de idade. A mãe não estava presente. Um bebê cuidado pela mãe e pelo pai cresce com menos preconceitos e com menos machismo. Aquela família parece estar desenvolvendo a Alta Performance.

Texto de Içami Tiba para seu livro Família de Alta Performance – Conceitos contemporâneos na Educação.

harper beckhamharper beckham 1Essas fotos roubaram a cena essa semana! David Beckham com sua pequena Harper Seven no desfile da mamãe Victoria Beckham no NYFW, impossível não ser a coisa mais amada desse mundo, né?

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32 pensamentos sobre “Pai é PAI e não ajudante da mãe!

  1. estou começando a achar que você é fã da família beckham, certo Suh?? rsrs
    acho que esta super certa em relação a presença do pai, é importante não só para a criança, mas para todo o relacionamento familiar.
    beijos, Elice.

  2. Gente, tou bobinha aqui. hehe Mas, não é muito verdade isso? Acho bem balela esse negócio do povo achar que a responsabilidade da mãe é maior do que a do pai. Pai também tem que estar no convívio, nas funções prazerosas ou não. Fico muito contente quando percebo isso no Rodrigo. Dá vontade de ter mais filhos! hahaha

  3. Gostei muito do seu texto, Suh. Mas gostaria de fazer algumas observações a respeito dessa dinâmica entre mães, pais, e bebês. Somos condicionados a acreditar que o distanciamento entre o pai e o filho, principalmente no que se refere aos cuidados da criança, são frutos de uma herança machista que “educou” os homens a serem apenas provedores e “condenou” as mulheres a serem as únicas responsáveis pelos cuidados com a prole. Isso é um grande engano! Você observou que “Muito longe de querer substituir a mãe, eles querem tomar parte na educação do filho.”. Porém, infelizmente, muitas mães não têm essa percepção e consideram o homem incapaz de cuidar de uma criança. Já presenciei, por mais de uma vez, esposas de amigos e amigas minhas destratarem os maridos com termos pejorativos na frente de amigos e familiares porque este apenas queria fazer algo simples como pegar o bebê no colo, por exemplo. Trocar a fralda? Dar banho? Enlouqueceu, né? Homem é tudo burro! Imagina para alguém que acabou de ter um filho ser tratado dessa forma… Infelizmente, somos educados sob a cultura da deificação do amor de mãe, ao passo que o pai é rechaçado. Infelizmente, existem mães que entendem que o pai quer roubar o seu papel quando este cuida do filho. E não estamos falando de machismo. Estamos falando de femismo, que é uma história bem diferente. Desculpe-me pela delonga no comentário. Fico muito feliz quando vejo textos como esse, valorizando a paternidade, ao contrário do que faz a mídia e o ranço cultural em que vivemos.

  4. Apoiado Danillo. A cultura “machista” que recebemos de herança das gerações que nos antecederam, se por um lado “favorece” aos homens, por outro, quase que “beatifica” as mães, e essas se investem de uma “autoridade” cujo raciocínio é bem simples: “Ha! mãe é mãe, né verdade?”. No entanto, diante da mudança de muitos paradigmas que a sociedade criou ao longo dos tempos, vemos as mulheres mães sinalizarem um “pedido de socorro”, como se agora passassem a reconhecer a importância do pai no cuidar e no educar dos filhos.

  5. A questão é que a mulher sempre TEVE que dar conta de tudo (casa, filhos, comida, roupas, …) e de uns anos pra cá está tendo que lidar com a questão do trabalho fora de casa também. A mulher NÃO ESTÁ MAIS dando conta de tudo e os homens não estão preparados (nunca foram preparados) para dividir as tarefas domésticas e o cuidado com os filhos. Que pai ensina (ou incentiva) o filho a lavar vasilha, varrer o chão ou trocar a fralda da boneca???
    Tenho uma amiga que precisa se trancar no banheiro simulando uma dor de barriga para conseguir alguns minutos de tranquilidade “longe” do bebê (que está no colo do pai a alguns metros, na sala!!)…

    O texto é ótimo, mas bem superficial, talvez o livro aprofunde mais no assunto. Vou ler com certeza!! E vou recomendar a leitura ao meu marido!

    Eu nunca vi machismo “beatificar” as mães (ou qualquer mulher), muito pelo contrário, sempre colocou-as em posição de submissão e inferioridade.

    E o feminismo que defendemos não é o oposto do machismo. Não queremos ser superiores aos homens, queremos atingir uma posição de igualdade. Igualdade é tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais na medida de suas desigualdades.

    Ajudante da mãe é empregada, babá, cozinheira, passadeira, etc… Pai precisa ser pai!!!

  6. Achei o texto bem pontual e interessante, se por um lado tenho pena das mães que precisam de desdobrar em mil para dar conta de tudo sozinha, por outro tenho pena dos pais que tem vetado qualquer tipo de atuação na criação dos filhos. Concordo com quase tudo no comentário do Danillo Santos, exceto com o final onde sugere que essa situação seja um ato feminista. A adoração a maternidade em nada tem de feminismo, a ideologia, aliás, abomina a percepção que a mãe tenha culturalmente um papel extremamente mais atuante do que os pais dentro das famílias tradicionais.

    Na verdade a ideia de que as mulheres são responsáveis pelo lar e pelos filhos é realmente machista, logo um comportamento mais ativo da mesma nesses âmbitos é uma herança desta cultura. A responsabilidade por estas tarefas deu a mulher através das gerações o pensamento de que apenas ela é capaz de realiza-las, sem perceber que ela é a maior prejudicada na história. É claro que nos tempos atuais muita coisa mudou mas ainda é perceptível mais do que vestígios desse machismo. Ainda hoje não é tão incomum ver mulheres se vangloriando por cuidar dos afazeres domésticos sozinhas, e ainda menos incomum mulheres que querem ser exclusivas na criação e cuidados dos filhos, jogando os pais de lado, ou melhor colocando-os a cumprir sua posição de pai, que para elas nada mais é do que ser coadjuvante da mãe onde mesmo não fazendo nada é o chefe da família.

    No caso especifico trata-se de um machismo propagado e defendido pelas próprias mulheres, afinal como dizia Simone de Beauvoir “O opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos”.

    • Nossa, é exatamente como eu penso! Mulher trabalha em 3, 4 turnos, acaba se tornando em muitos casos uma “empregada” full time, pois ainda que trabalhe fora, quem é que acorda e levanta trocentas vezes na madrugada para atender aos chamados dos filhos? Quem é que ao chegar em casa cansada ainda tem toda a demanda das crianças, da casa, da roupa, da alimentação?
      Na divisão de tarefas, muitos homens ainda creem que trazer o recurso financeiro é a sua parte e ponto. Muitas mulheres acreditam nisso pois faz parte da cultura machista e patriarcal que ainda vivemos.
      E ao ficar com os filhos alguns momentos, atribuem a uma “ajuda” o que deveria ser obrigação constante, pois os filhos não são só da mãe.

  7. Tem muita mãe que não deixa o pai ser pai e que que ele apenas a ajude quando necessário…mas é sempre necessário e ela nunca pede até que explode e o casal briga !!! muita mão são machistas e acham que a mulher que tem que cuidar de tudo e o homens é só para quando elas não podem. E o pior eles tem que cuidar do jeito que elas querem não podenso ter seu jeito de cuidar da ~criança. Tentando mostrar a criança que só a uma forma de cuida e quando isso não é verdade cada um tem seu jeito e forma de expressar o amor, a acriança aprende a distinguir e amar o jeito de cada um.
    Mas tem mão que não aceita isso !!
    mas o mais importande na educação é muito amor e LIMIE !! senão descamba !!
    abs

  8. Há alguns dias fui ‘obrigado’ a refletir sobre o tema. Eu e minha esposa nos revesamos nos cuidados do nosso filho de 6 meses para podermos frequentar uma academia. Um dia tive consultas médicas, como era o meu ‘horário’ de ficar com meu filho, o arrumei e fui com ele. Pra mim, isso sempre foi algo natural, afinal, meu pai também cuidou de mim. Bem, confesso que fiquei muito surpreso com o número de vezes que escutei a seguinte pergunta: “tirou o dia pra fazer o papel de mãe?”. Ao passo, a todos respondi, como forma de ‘propor’ uma reflexão: “não! Estou fazendo o papel de pai!”.

  9. Seria simples se a configuração das famílias hoje em dia fosse sempre mesma. Mas bem sabemos que não é assim.
    Quando se é mãe solteira, por exemplo, temos muitas vezes que assumir o papel de “pãe”, sim. Precisamos exercer as funções de mãe e pai ao mesmo tempo.
    Acho que esse tipo de texto menospreza as mães (em alguns casos pais também) que precisam cuidar de seus filhos sozinhos, como se fossem culpados e seus filhos estivessem fadados a não ter uma criação tão boa quanto quem tem uma mãe e um pai em casa.
    Acho que quando se tem pai e mãe em casa, deve-se dividir os cuidados com os filhos. O que não gosto é das conclusões que se chegam se caso a criação não seja feita em ambiente onde os dois não dividem isso. Pois como disse nem sempre isso é possível e isso não quer dizer uma criação menos favorecida.

  10. Seria simples se a configuração das famílias hoje em dia fosse sempre a mesma. Mas bem sabemos que não é assim.
    Quando se é mãe solteira, por exemplo, temos muitas vezes que assumir o papel de “pãe”, sim. Precisamos exercer as funções de mãe e pai ao mesmo tempo.
    Acho que esse tipo de texto menospreza as mães (em alguns casos pais também) que precisam cuidar de seus filhos sozinhos, como se fossem culpados e seus filhos estivessem fadados a não ter uma criação tão boa quanto quem tem uma mãe e um pai em casa.
    Acho que quando se tem pai e mãe em casa, deve-se, sim, dividir os cuidados com os filhos. O que não gosto é das conclusões que se chegam caso a criação não seja dessa forma, seja pelo motivo que for. Pois como disse, nem sempre isso é possível e isso não quer dizer uma criação menos favorecida.

  11. E quando o machismo vem das mulheres da familia? No meu caso quero fazer tudo, trocar fraldas, dar mamadeira, por para dormir e etc…No entanto, minha sogra passou a disputar espaco comigo, querendo que eu fosse um desses machoes deixando para ela as tarefas de pai. Como quero participar de tudo, encontrei muitas barreiras das mulheres. Isso tem afetado meu casamento, pois minha mulher acha que sua mae simplesmente pode se intrometer entre nos por ser avo e nao entende que tem que respeitar o pai e suas tarefas.
    Vamos lembrar que quando o homem quer fazer seu papel tambem encotra muito preconceito.

  12. Eu cuido da minha filha desde cedo… como sou separado, a minha filha fica uma semana com a mãe e a outra comigo… na semana em que ela está comigo sou eu quem faço tudo (menos cozinhar)… dou banho, levo e busco na escola, no ballet, no inglês, faço com ela as atividades da escola, coloco-a para dormir… sinto-me muito feliz em fazer isso pela minha filha… mas como disse o meu xará Maurício Vargas… isso é papel de homem… fico assustado com a cara das pessoas quando me veem a sós com minha filha pela rua, shopping, escola, todos os lugares… parece até coisa de outro mundo… acredito que os homens venham mudando seu comportamento, mas é necessário, também, que as mulheres deixem os homens criarem, também, os filhos.

  13. “..trata-se de um machismo propagado e defendido pelas próprias mulheres…” Isso não pode ser considerado uma especie de femismo?
    Meu filho está prestes a completar um ano e ao longo desse tempo tenho sofrido com muitos preconceitos. O primeiro deles é por não ter casado com a mãe. Parece que a responsabilidade ou irresponsabilidade, como é visto pela maioria, de ter gerado a criança é toda do homem. Vale ressaltar que o ato, por vias normais, é feito a dois. Por que a culpa ainda decai sobre o homem? Alem disso, quando me preparei para assumir o papel de pai, de homem, de mulher ou de mãe, sei lá… me encontrei na contramão das reflexões sociais. O que eu mais ouvia e ouvia de mulheres era que eu não saberia cuidar dele longe da mãe. ” um homem não dá conta de realizar tarefas de mulheres”. “Você troca as fraldas dele? não acredito…” Quem foi que disse que cuidar dos filhos é tarefa de mulher? Não estou desmerecendo ou desqualificando a importância que a mulher tem dentro do processo. Mas, será que as mulheres não estão passando pelo medo de perder o seu espaço “dentro de casa”? Da mesma maneira que os homens tem medo de perder espaço no mercado de trabalho? temos que ir em busca do equilíbrio e ainda estamos muito distante disso. Afinal, quem não preconceitos que atire a primeira pedra.

  14. Machismo é invenção de feminista.
    A tarefa primordial do pai é ser provedor, protetor, exemplo de atitude firme, a tarefa primordial da mãe é cuidar da criança manter a harmonia do lar.
    Isso é a cultura ocidental, se a desgraça do feminismo estimula as mulheres a ficarem ausentes com suas obrigações naturais, é lógico que o homem fica sobrecarregado ao se ver obrigado a desenvolver funções cuja estrutura cerebral não é adaptada.
    Esse texto diz, em outras palavras, que os homens devem identificar e fazer funções femininas para com seus filhos, e “sem que a mulher o peça”, o que significa dizer que o homem deve pensar como mulher.
    O homem deve estar preocupado em melhorar a situação econômica da família, analisar a segurança, prevendo potenciais ameaças a sua família e tomar providencias para evitá-las, estar atento a infra estrutura do lar, observar a atitude dos filhos com relação a hierarquia e exigir o respeito dos mesmos para com a mãe.
    A pior desgraça para a sociedade é um homem feminista, não merecia ter nascido com testículos.

  15. Tenho pena dos seus filhos e de sua esposa Fernando, se é que ainda estão juntos, isso mostra uma falta de amor pelo seus filhos, tenho o maior prazer de trocar as fraldas, fazer arrotar, dar banho ou qualquer outra coisa pela minha filha, mesmo após um dia de trabalho, provendo e mantendo, como voce disse que sua estrutura cerebral nao é adaptada para isso, aconselho procurar um psiquiatra, pois trocar uma fralda, segurar um bebe ate arrotar um macaco de circo bem treinado consegue, ninguem esta falando para os homens dar o seio ou a luz, isso é impossivel, mas simplesmente participar da criacao de seus filhos, desde o primeiro dia de vida, antes mesmo de nascerem.

    • Fernando,

      aqui quem vos fala é uma filha sem filhos. Uma filha de pai feminista, a tal escória da sociedade que você citou.
      Posso dizer que fui bem preparada pra vida, pra esse mundo machista que você habita e propaga. Fui amada e bem cuidada por um cara que, antes de eu nascer era completamente machista. Fui ensinada a ser dona da minha vida, dos meus atos, do meu corpo. Fui ensinada a não julgar, não taxar e a respeitar as escolhas de cada um. Tipo as suas ideias postas nesse comentário.
      Tive um pai, um amigo, um provedor, a segurança que você cita. Mas também tive fraldas trocadas, idas ao ginecologista, conversas sobre sexo e namorados. Meu pai, diferente das pessoas que tem certas conversas com as mães, foi o 1 a saber da perda da virgindade, e isso não foi um problema. Sou filha de um pai que defende minha independência, que acha que tarefas são divididas para o bem da família, que tratou meu irmão e a mim com os mesmos direitos e deveres. Eu cuidava do jardim, ele lavava louça. E vice versa.

      Não sei se você tem filhos/filhas, mas espero que ela tenha a mesma sorte que eu. Que tenha em você a visão de um amigo, companheiro, porto seguro, ternura, sem perder o respeito. Meu pai sabia ser severo, sabia ser doce.
      Uma vez meu pai me disse que quando se tem filhos os preconceitos devem ficar pra trás, pois tudo isso pode ser a chave para o afastamento, a ponte que separa e une a família.
      Que bom que ele entendeu e eu também.

      Que essa sua cabeça machista e retrógrada não afete a criação de seus filhos, a base emocional e psicológica deles. Espero mesmo. Pois eu, como filha, jamais me abriria com um pai que acha que sustentar já basta. Afinal, tem coisas que dinheiro não compra.

  16. Filhos, para que tê-los e se não tê-los como saber? Frase antiga, mas que demonstra aulgun despreparo por pessoas que não tiveram a experiência de compartilhar uma criação.Acredito que tudo o que é dividido, compartilhado, fica menos pesado para qualquer que seja dos lados. Participar da criação é coisa divina, é aproveitar a oportunidade de formar o caráter de um ser. Não acredito em coisas que li, a respeito de machismo e femismo. É ser muito egoísta, não querer compartilhar com o outro a criação de um filho. Tenho pena das pessoas que não têm com quem dividir e também das pessoas que não querem dividir. Compartilhei com minha esposa a criação dos nossos três filhos e ainda contamos com a ajuda dos dois primeiros, para cuidar do nosso terceiro que chegou quando os dois mais velhos já tinham 20 e 18 anos respectivamente. Os dois fizeram parte desta criação. Precisam ver a união e a segurança que cada um tem, relativas a convivência que tiveram, em compartilhar essa experiência. Criar é um ato de amor e amor não pode ser diferente entre pais e mães, filhos e irmãos.

  17. Concordo em partes com o Içami Tiba…afinal quem criou os homens e continua criando assim somos nós mulheres! E como sei disso? Criticava minha sogra pela “má educação de meu marido” e hoje, sendo mãe de dois meninos e uma menina, faço exatamente igual…de um modo automático, estou criando homenzinhos que não ajudam em tarefas domésticas, etc. E só nos damos conta disso, quando alguém de fora critica a postura da mãe. Sim, porque o filho nunca é filho do Pai…por isso o termo filho da Mãe, Filho da P… E atire a primeira pedra quem nunca fez tudo pelo filho, ainda mais sendo este menino??? Somos criadas para sermos independentes, autosuficientes e criamos os meninos para serem provedores, machos…todas somos assim de algum modo, sendo mais ou menos moderna! A começar pelos brinquedos…boneca, casinha, sabe para que serve? Para as meninas serem mães…e os meninos brincam de que mesmo? Carrinho, luta, coisas de “macho”!!! O que uma mãe faz se seu filho pega uma boneca para brincar??? Deixo a questão em aberto, sabendo a resposta de todos…então, a culpa da cultura machista, em parte também é da mulher, da mãe! Eu mesma, assumo minha culpa nisso!

  18. Minha esposa, teve uma criação extremamente feminista. Minha sogra passou todas as frustrações que tinha com o seu difícil relacionamento em forma de “ensinamentos” para a filha. Foram várias as vezes que ouvi : A mulher moderna não precisa aprender a cozinhar. A mulher não tem obrigação de cuidar da casa. etc… etc….
    O resultado: Quando casamos, eu que tive criação livre de “pré-conceitos”, além de prover o sustento e a segurança na casa, sabia cozinhar, manter a casa arrumada, cuidados com a higiene e limpeza da casa. Ela, não sabia fritar um ovo, parecia uma ogra jogando roupa suja pelos cantos, não ligava para limpeza da casa e não tinha a mínima noção de organização.

    Tive que assumir o controle da casa e do trabalho. E aos poucos, com muita paciência, ir mudando aqueles “conceitos” idiotas gravados no seu inconsciente. Enfim, começamos a fazer os deveres da casa de maneira igual. Os dois trabalhavam e os dois cuidavam da casa – como penso que deve ser.

    Quando meu primeiro filho nasceu, minha esposa e sogra me colocaram de canto, com se eu fosse completamente dispensável naquele momento. Não gostei da atitude, ainda porque não concordava com os cuidados (ou falta deles) que eram dados ao bebê. As “dicas” da minha sogra foram se mostrando incorretas e nocivas ao pequeno, e assim fui abrindo espaço para assumir papel principal no dia a dia dele. Minha esposa ficava exausta devido a amamentação e passava o dia inteiro se arrastando pela casa. Mais uma vez, assumi o controle da casa, do trabalho e dos cuidados com o filho. Ficava para a esposa a amamentação e uma ou outra fralda no dia. Ouvia reclamações o dia inteiro – Como era dificil se mãe… dificil amamentar, machuca os seios, doi, etc… Queria eu ter seios para dizer : – Me dá aqui esse bebê que eu dou de mamar também. Poxa!

    Enfim… o tempo passou, o filho cresceu, consegui mais uma vez passar mais responsabilidades para ela, mas ainda assim faço 60% de todo o trabalho em casa, ainda trabalho, estudo e faço o que mais aparecer. Sem problemas.

    Veio o segundo filho (na verdade, uma menina, hoje com 1 ano). Minha filha não quiz pegar no peito nos primeiros dias e isto já foi motivo para minha esposa desistir definitivamente de amamentar. Fiquei muito frustrado com a atitude, mas como disse antes – Não tenho seios para saber o quanto doi amamentar e nem tampouco para tomar controle da sitiuação. Vamos para a mamadeira então.
    Desta vez, mais experientes, o trabalho está sendo bem mais fácil. Dividimos as tarefas, mas sem precisar dividir. Se há algo para fazer, um de nós vai lá e faz – pronto. Não há interferência de sogras, especialistas, bruxos ou qualquer outra pessoa de fora. Nós decidimos o que é melhor para os filhos.
    Revezamos inclusive nos dias em que ficamos com os pequenos em casa, pois podemos trabalhar remotamente, se for necessário.
    Quando fico em casa com os dois – sem problemas. Para mim é super tranquilo. Cuido dos pequenos, faço almoço, organizo a casa, brinco com os dois, boto eles para brincar – sem brigas, ligo o computador, trabalho de casa e fica tudo certo.
    Minha esposa, na vez dela, faz um dramalhão. Não cozinha, não limpa a casa porque “não deu tempo”, diz que a vida de dona de casa é difícil, que eles (filhos) só brigam, que está extressada, não aguenta mais, quer fugir… etc… etc….

    Enfim…. Onde quero chegar?

    Fico revoltado quando ouço minha esposa ou qualquer pessoa próxima dizer para alguém que eu “ajudo bastante” com meus filhos.
    – Lá em casa, e em muitos outros lares por aí – são ELAS que “ajudam” com os filhos. O homem, diante de uma sociedade em que a mulher não sabe mais fazer nada em casa porque não concorda com o machismo histórico e blá, blá, blá, está assumindo a responsabilidade para sí e tomando o controle da situação.

  19. PERFEITO O TEXTO , AINDA MAIS SE SEU FILHO VIRAR UM MENINO DA VILA TÃO NA MODA HOJE EM DIA, STATUS E JOGAR NO MAIOR TIME DA TERRA O SANTOS FUTEBOL CLUBE.

  20. Pingback: Pai é pai e não ajudante da mãe! | Mae Médica Moderna

  21. Esse negocio de todo mundo se ajudar cria-se muitas pessoas frouxas.Não é possivel alguém não conseguir fazer alguma coisa sozinho, os de antigamente eram mais fortes e valentes, pois não se incomodavam fazer tudo sozinho.Esse conceito de se ajudar vem se formando gente frouxa e fraca.E prefiro os costumes de antigamente pelo menos formavam-se homens e mulheres de verdade

  22. pai é pai e mãe é mãe… alguém cunhou a expressão “pãe”… mas este ser não existe… seja a mãe ou o pai só poderão fazer seus respectivos papéis… uma mãe sozinha ou um pai sozinho farão todas as tarefas, mas um nunca substituirá o outro… machismo é uma coisa que está na cabeça das pessoas… desde o homem das cavernas… é este o responsável pela caça… e a mulher cuidava da prole… isto significa que há uma marca enorme em nosso DNA… a humanidade cruzou séculos desta forma… até as revoluções industriais… quando a mulher reivindicou um lugar diferente na sociedade… disto restou o desfacelamento da família… onde só existem cobranças.. quem perde são os filhos… visto que os casais tem apenas procriado e, deixado os filhos para a sociedade cuidar… a escola… tem muito mais… mas por hora basta… palavras de um pai que teve de cuidar dos filhos sozinho… boa sorte a todos na educação de seus filhos…

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